Paisaje fluvial: miradas críticas en el medio técnico científico informacional

Autores
Rodrigues Alves, Manoel; Pastor, Gabriela Claudia; Torres, Laura María del Rosario
Año de publicación
2024
Idioma
español castellano
Tipo de recurso
parte de libro
Estado
versión publicada
Descripción
Este ensaio, de caráter analítico crítico, problematiza a noção de paisagem e interroga desdobramentos do meio técnico-científico informacional, para tanto propondo uma abordagem teórica específica para comprender as territorialidades das transformações das paisagens fluviais. Em uma época de intensificação das desigualdades e superposição de tecnologias e infraestruturas, de densificação de objetos técnicos, de fluxos materiais e imateriais, sob um suposto discurso de neutralidade, tanto da tecnologia quanto de objetos técnicos, indagamos: como se desdobram no territorio e na vida cotidiana estas transformações? como condicionam e configuram as paisagens, o habitat e o patrimonio em territorialidades associadas a paisagens fluviais? Desde a perspectiva geográfica, a territorialidade se define como a ação de significar um lugar e, por um lado, com ele, marcar, gerar e alterar e/ou transformar o território mediante hábitos, ritos, costumes, práticas e usos, por um sujeito individual ou coletivo; mas também, por outro, rupturas na biografia da paisagem. Nesta linha, Bauman, analizando o apego que os sujeitos têem a terra, ao território, a paisagem, nos convoca ao reconhecimento da identidade de pertencimento territorial de nossas paisagens. Massey (2005), nos convida a multiescalaridade de um olhar desde o local ao translocal, ao nacional, mas também ao global, na medida em que, como afirma Mitchell, “nenhuma paisagem é local”. Nesta ótica, assinalamos dois grandes enquadramentos: um ancorado na análise do binômio sociedade-natureza, priorizando alguns elementos para a gestão / criação de paisagens focaliza seu campo de atenção no território; o outro revisa a paisagem como qualidade do urbano. Neste contexto se problematizam dois desenvolvimentos do meio técnico científico informacional na produção de paisagens fluviais desde perspectivas críticas: a paisagem e a cultura territorial; a gestão do habitat na paisagem; e, patrimônios, entre sujeitos e objetos, na reprodução da paisagem. Estes olhares permitem observar alguns processos sociais guiados pela subordinação da natureza à ciência e a técnica, frente aos desenvolvimentos do meio técnico científico informacional vinculado ao caso de Mendoza, em um contexto de aridez.
Este ensayo problematiza críticamente la noción de paisaje e interroga los desarrollos en el medio técnico-científico-informacional, proponiendo un enfoque teórico específico para comprender las territorialidades de las transformaciones de los paisajes fluviales. En una época de intensificación de las desigualdades y superposición de tecnologías e infraestructuras, de densificación de los objetos técnicos, de los flujos materiales e inmateriales bajo un supuesto discurso de neutralidad nos preguntamos: ¿cómo se despliegan estas transformaciones en el territorio y en la vida cotidiana?; ¿cómo condicionan y configuran paisajes, hábitat y patrimonio en territorialidades asociadas a paisajes fluviales? Desde la perspectiva geográfica, la territorialidad se define como la acción de significar un lugar y con ello, marcar, generar y alterar y/o transformar el territorio mediante hábitos, ritos, costumbres, prácticas y usos por un sujeto individual o colectivo; pero también de disrupciones en la biografía del paisaje. En esa línea Bauman nos interpela para reconocer la identidad de pertenencia territorial de nuestros paisajes. Nos habla del apego que los sujetos tienen a la tierra, al territorio y al paisaje. Massey, al enfrentarnos con el estudio del territorio y del paisaje, nos invita a un cambio de escalas, a mirar lo local, lo translocal y lo nacional. Pero también lo global, en la medida que, como afirma Mitchell, “ningún paisaje es local”. Sin ánimo de exhaustividad se pueden señalar al menos dos grandes encuadres: uno que, anclado en el análisis del binomio sociedad-naturaleza, focaliza su campo de atención en el territorio y prioriza algunas figuras para la gestión y ordenación de los paisajes existentes, así como la creación de otros nuevos; otro, que revisa el paisaje como cualidad de lo urbano que se proyecta más allá de la ciudad. En este contexto se tensionan los desarrollos del medio técnico científico informacional en la producción de paisajes fluviales desde algunas perspectivas críticas que consideran: el paisaje y la cultura territorial; la gestión del hábitat en el paisaje y los patrimonios entre sujetos y objetos en la reproducción del paisaje. Estas miradas permiten observar algunos procesos sociales guiados por la subordinación de la naturaleza a los enunciados del medio técnico científico informacional vinculado a un caso inserto en condiciones ambientales de aridez como es Mendoza (Argentina).
This essay, with an analytical and critical nature, problematizes the notion of landscape and questions the developments of the technical-scientific informational meddium, proposing a specific theoretical approach to understand the territorialities of the transformations of river landscapes. In an era of intensifying inequalities and overlapping technologies and infrastructures, the densification of technical objects, and material and immaterial flows under a supposed discourse of neutrality – both of technology and technical objects - we ask: how do these transformations unfold in the territory and everyday life?; how do they condition and shapes landscapes, habitats and heritage in territorialities associated with river landscapes? From a geographical perspective, territoriality is defined as the action of signifying a place and, on one hand, with it, marking, generating, altering and/or transforming the territory through habits, rituals, customs, practices and uses by an individual or collective subject; but also, on the other hand, through ruptures in the landscape’s biography. In this line, Bauman, analyzing the attachment that subjects have to the land, territory, and landscape, calls us to recognize the territorial identity of belonging in our landscapes. Massey (2005) invites us to embrace the multiscalarity of a perspective that spans from the local to the translocal, to the national, and also to the global, as Mitchell affirms, “no landscape is local.” From this viewpoint, we highlight two major frameworks: one anchored in the analysis of the society-nature binomial, prioritizing certain elements for the management/creation of landscapes with a focus on the territory; the other revisits the landscape as a quality of the urban. In this context, two developments of the technical-scientific informational medium in the production of river landscapes are critically examined: landscape and territorial culture; habitat management in the landscape; and heritage, between subjects and objects, in the reproduction of the landscape. These perspectives allow us to observe certain social processes driven by the subordination of nature to science and technology, in the face of the developments of the technical-scientific informational medium, related to the case of Mendoza, in an arid context.
Fil: Rodrigues Alves, Manoel. Universidade de Sao Paulo; Brasil
Fil: Pastor, Gabriela Claudia. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad Nacional de Cuyo. Facultad de Ingeniería; Argentina
Fil: Torres, Laura María del Rosario. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Mendoza. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas. Provincia de Mendoza. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas. Universidad Nacional de Cuyo. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas; Argentina
Materia
Paisaje fluvial
Medio técnico
Patrimonio
Habitat
Nivel de accesibilidad
acceso abierto
Condiciones de uso
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Repositorio
CONICET Digital (CONICET)
Institución
Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas
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Em uma época de intensificação das desigualdades e superposição de tecnologias e infraestruturas, de densificação de objetos técnicos, de fluxos materiais e imateriais, sob um suposto discurso de neutralidade, tanto da tecnologia quanto de objetos técnicos, indagamos: como se desdobram no territorio e na vida cotidiana estas transformações? como condicionam e configuram as paisagens, o habitat e o patrimonio em territorialidades associadas a paisagens fluviais? Desde a perspectiva geográfica, a territorialidade se define como a ação de significar um lugar e, por um lado, com ele, marcar, gerar e alterar e/ou transformar o território mediante hábitos, ritos, costumes, práticas e usos, por um sujeito individual ou coletivo; mas também, por outro, rupturas na biografia da paisagem. Nesta linha, Bauman, analizando o apego que os sujeitos têem a terra, ao território, a paisagem, nos convoca ao reconhecimento da identidade de pertencimento territorial de nossas paisagens. Massey (2005), nos convida a multiescalaridade de um olhar desde o local ao translocal, ao nacional, mas também ao global, na medida em que, como afirma Mitchell, “nenhuma paisagem é local”. Nesta ótica, assinalamos dois grandes enquadramentos: um ancorado na análise do binômio sociedade-natureza, priorizando alguns elementos para a gestão / criação de paisagens focaliza seu campo de atenção no território; o outro revisa a paisagem como qualidade do urbano. Neste contexto se problematizam dois desenvolvimentos do meio técnico científico informacional na produção de paisagens fluviais desde perspectivas críticas: a paisagem e a cultura territorial; a gestão do habitat na paisagem; e, patrimônios, entre sujeitos e objetos, na reprodução da paisagem. Estes olhares permitem observar alguns processos sociais guiados pela subordinação da natureza à ciência e a técnica, frente aos desenvolvimentos do meio técnico científico informacional vinculado ao caso de Mendoza, em um contexto de aridez.Este ensayo problematiza críticamente la noción de paisaje e interroga los desarrollos en el medio técnico-científico-informacional, proponiendo un enfoque teórico específico para comprender las territorialidades de las transformaciones de los paisajes fluviales. En una época de intensificación de las desigualdades y superposición de tecnologías e infraestructuras, de densificación de los objetos técnicos, de los flujos materiales e inmateriales bajo un supuesto discurso de neutralidad nos preguntamos: ¿cómo se despliegan estas transformaciones en el territorio y en la vida cotidiana?; ¿cómo condicionan y configuran paisajes, hábitat y patrimonio en territorialidades asociadas a paisajes fluviales? Desde la perspectiva geográfica, la territorialidad se define como la acción de significar un lugar y con ello, marcar, generar y alterar y/o transformar el territorio mediante hábitos, ritos, costumbres, prácticas y usos por un sujeto individual o colectivo; pero también de disrupciones en la biografía del paisaje. En esa línea Bauman nos interpela para reconocer la identidad de pertenencia territorial de nuestros paisajes. Nos habla del apego que los sujetos tienen a la tierra, al territorio y al paisaje. Massey, al enfrentarnos con el estudio del territorio y del paisaje, nos invita a un cambio de escalas, a mirar lo local, lo translocal y lo nacional. Pero también lo global, en la medida que, como afirma Mitchell, “ningún paisaje es local”. Sin ánimo de exhaustividad se pueden señalar al menos dos grandes encuadres: uno que, anclado en el análisis del binomio sociedad-naturaleza, focaliza su campo de atención en el territorio y prioriza algunas figuras para la gestión y ordenación de los paisajes existentes, así como la creación de otros nuevos; otro, que revisa el paisaje como cualidad de lo urbano que se proyecta más allá de la ciudad. En este contexto se tensionan los desarrollos del medio técnico científico informacional en la producción de paisajes fluviales desde algunas perspectivas críticas que consideran: el paisaje y la cultura territorial; la gestión del hábitat en el paisaje y los patrimonios entre sujetos y objetos en la reproducción del paisaje. Estas miradas permiten observar algunos procesos sociales guiados por la subordinación de la naturaleza a los enunciados del medio técnico científico informacional vinculado a un caso inserto en condiciones ambientales de aridez como es Mendoza (Argentina).This essay, with an analytical and critical nature, problematizes the notion of landscape and questions the developments of the technical-scientific informational meddium, proposing a specific theoretical approach to understand the territorialities of the transformations of river landscapes. In an era of intensifying inequalities and overlapping technologies and infrastructures, the densification of technical objects, and material and immaterial flows under a supposed discourse of neutrality – both of technology and technical objects - we ask: how do these transformations unfold in the territory and everyday life?; how do they condition and shapes landscapes, habitats and heritage in territorialities associated with river landscapes? From a geographical perspective, territoriality is defined as the action of signifying a place and, on one hand, with it, marking, generating, altering and/or transforming the territory through habits, rituals, customs, practices and uses by an individual or collective subject; but also, on the other hand, through ruptures in the landscape’s biography. In this line, Bauman, analyzing the attachment that subjects have to the land, territory, and landscape, calls us to recognize the territorial identity of belonging in our landscapes. Massey (2005) invites us to embrace the multiscalarity of a perspective that spans from the local to the translocal, to the national, and also to the global, as Mitchell affirms, “no landscape is local.” From this viewpoint, we highlight two major frameworks: one anchored in the analysis of the society-nature binomial, prioritizing certain elements for the management/creation of landscapes with a focus on the territory; the other revisits the landscape as a quality of the urban. In this context, two developments of the technical-scientific informational medium in the production of river landscapes are critically examined: landscape and territorial culture; habitat management in the landscape; and heritage, between subjects and objects, in the reproduction of the landscape. These perspectives allow us to observe certain social processes driven by the subordination of nature to science and technology, in the face of the developments of the technical-scientific informational medium, related to the case of Mendoza, in an arid context.Fil: Rodrigues Alves, Manoel. Universidade de Sao Paulo; BrasilFil: Pastor, Gabriela Claudia. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad Nacional de Cuyo. Facultad de Ingeniería; ArgentinaFil: Torres, Laura María del Rosario. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Mendoza. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas. Provincia de Mendoza. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas. Universidad Nacional de Cuyo. 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Este ensayo problematiza críticamente la noción de paisaje e interroga los desarrollos en el medio técnico-científico-informacional, proponiendo un enfoque teórico específico para comprender las territorialidades de las transformaciones de los paisajes fluviales. En una época de intensificación de las desigualdades y superposición de tecnologías e infraestructuras, de densificación de los objetos técnicos, de los flujos materiales e inmateriales bajo un supuesto discurso de neutralidad nos preguntamos: ¿cómo se despliegan estas transformaciones en el territorio y en la vida cotidiana?; ¿cómo condicionan y configuran paisajes, hábitat y patrimonio en territorialidades asociadas a paisajes fluviales? Desde la perspectiva geográfica, la territorialidad se define como la acción de significar un lugar y con ello, marcar, generar y alterar y/o transformar el territorio mediante hábitos, ritos, costumbres, prácticas y usos por un sujeto individual o colectivo; pero también de disrupciones en la biografía del paisaje. En esa línea Bauman nos interpela para reconocer la identidad de pertenencia territorial de nuestros paisajes. Nos habla del apego que los sujetos tienen a la tierra, al territorio y al paisaje. Massey, al enfrentarnos con el estudio del territorio y del paisaje, nos invita a un cambio de escalas, a mirar lo local, lo translocal y lo nacional. Pero también lo global, en la medida que, como afirma Mitchell, “ningún paisaje es local”. Sin ánimo de exhaustividad se pueden señalar al menos dos grandes encuadres: uno que, anclado en el análisis del binomio sociedad-naturaleza, focaliza su campo de atención en el territorio y prioriza algunas figuras para la gestión y ordenación de los paisajes existentes, así como la creación de otros nuevos; otro, que revisa el paisaje como cualidad de lo urbano que se proyecta más allá de la ciudad. En este contexto se tensionan los desarrollos del medio técnico científico informacional en la producción de paisajes fluviales desde algunas perspectivas críticas que consideran: el paisaje y la cultura territorial; la gestión del hábitat en el paisaje y los patrimonios entre sujetos y objetos en la reproducción del paisaje. Estas miradas permiten observar algunos procesos sociales guiados por la subordinación de la naturaleza a los enunciados del medio técnico científico informacional vinculado a un caso inserto en condiciones ambientales de aridez como es Mendoza (Argentina).
This essay, with an analytical and critical nature, problematizes the notion of landscape and questions the developments of the technical-scientific informational meddium, proposing a specific theoretical approach to understand the territorialities of the transformations of river landscapes. In an era of intensifying inequalities and overlapping technologies and infrastructures, the densification of technical objects, and material and immaterial flows under a supposed discourse of neutrality – both of technology and technical objects - we ask: how do these transformations unfold in the territory and everyday life?; how do they condition and shapes landscapes, habitats and heritage in territorialities associated with river landscapes? From a geographical perspective, territoriality is defined as the action of signifying a place and, on one hand, with it, marking, generating, altering and/or transforming the territory through habits, rituals, customs, practices and uses by an individual or collective subject; but also, on the other hand, through ruptures in the landscape’s biography. In this line, Bauman, analyzing the attachment that subjects have to the land, territory, and landscape, calls us to recognize the territorial identity of belonging in our landscapes. Massey (2005) invites us to embrace the multiscalarity of a perspective that spans from the local to the translocal, to the national, and also to the global, as Mitchell affirms, “no landscape is local.” From this viewpoint, we highlight two major frameworks: one anchored in the analysis of the society-nature binomial, prioritizing certain elements for the management/creation of landscapes with a focus on the territory; the other revisits the landscape as a quality of the urban. In this context, two developments of the technical-scientific informational medium in the production of river landscapes are critically examined: landscape and territorial culture; habitat management in the landscape; and heritage, between subjects and objects, in the reproduction of the landscape. These perspectives allow us to observe certain social processes driven by the subordination of nature to science and technology, in the face of the developments of the technical-scientific informational medium, related to the case of Mendoza, in an arid context.
Fil: Rodrigues Alves, Manoel. Universidade de Sao Paulo; Brasil
Fil: Pastor, Gabriela Claudia. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad Nacional de Cuyo. Facultad de Ingeniería; Argentina
Fil: Torres, Laura María del Rosario. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Mendoza. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas. Provincia de Mendoza. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas. Universidad Nacional de Cuyo. Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas; Argentina
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